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Fazer esporte é um ato de rebeldia à objetificação da mulher

Segundo uma pesquisa da Women’s Sports Foundation, garotas de 14 anos abandonam a prática de esportes duas vezes mais do que os homens. Entre os motivos apontados, estão a falta de acesso, segurança e transporte, além do baixo número de exemplos positivos no esporte que as motivem a continuar. Contudo, um dos motivos mais preocupantes para o abandono da prática esportiva é o “estigma” de esportista. Mas afinal, o que isso significa? Afinal, qual é o “estigma” da mulher esportista? Não é segredo que a prática regular de esportes contribui para uma vida mais saudável. Na adolescência, os jogos coletivos e de campeonato também são uma forma de suporte à construção da autoestima. Mesmo assim, 70% das garotas brasileiras acreditam que o esporte não é lugar para elas. Com o pouco incentivo e visibilidade dados às competições femininas, não é à toa que muitas chegam à vida adulta com a…

7 atletas contemporâneas que são pioneiras

Uma breve pesquisa sobre pioneirismo nos esportes pode mostrar histórias inspiradoras de grandes atletas que, há muitos anos, criaram movimentos, modalidades e foram os primeiros a alcançar conquistas, abrindo caminho para muitos outros depois deles.   Infelizmente, a maioria dessas histórias têm homens como protagonistas. Seja pelos privilégios de gênero que eles carregam historicamente e que fazem toda a diferença no mundo dos esportes, ou pelo fato de que estes mesmos privilégios acabam dificultando a visibilidade e a participação feminina neste universo. Mas ainda há muito espaço para história e deixar um legado para as próximas gerações. Estamos vivendo em uma nova era, em que mais mulheres estão encontrando força e apoio para quebrar barreiras que ainda estão no caminho, tornando-se assim as novas pioneiras e inspirando mulheres a se jogar no mundo dos esportes. E aqui estão algumas para você se inspirar:   1. Misty Copeland Instagram: @mistyonpointe. Uma…

Além de estereótipos: a missão de levar a yoga para todos os corpos

A yoga mudou a vida de Vanessa Joda. Curou problemas físicos e psicológicos causados pelo estresse de um emprego que ela não amava, além de ajudá-la a recuperar uma autoestima há muito perdida em tentativas de se encaixar nos padrões de beleza socialmente impostos durante sua adolescência e início da vida adulta. Quando seu melhor amigo sugeriu a yoga para ajudá-la a escapar do estresse com o trabalho, Vanessa sempre resistia, argumentando que só pessoas magras praticam yoga. Até que, quando resolveu dar uma chance à atividade, perdeu completamente sua convicção ao descobrir que a yoga, na verdade, é para todos. Logo surgiu a vontade de compartilhar esse aprendizado. “Iniciei uma especialização para ser professora de yoga. Olha que engraçado, né? Para quem achava que não podia nem praticar yoga”, ri Vanessa, hoje dona de sua própria escola, Yoga Para Todos, além de dar aulas particulares e ser a representante…

17 atletas que você devia seguir no Instagram em 2017

Já fez sua listinha de resoluções para esse ano? Muito provavelmente a prática de atividades físicas é um dos objetivos, que tal acompanhar e torcer para outras mulheres que quebram barreiras de gênero todos os dias para se inspirar e manter o foco? O instagram está repleto de atletas legais que dividem o seu dia a dia com os seguidores na rede social. Você vai ver que elas são gente com a gente e quem sabe encontrar motivação ao acompanhar seus treinos e conquistas para continuar se movimentando. Conheça elas: 1. Amanda Nunes, do MMA No Instagram: @amanda_leoa. https://www.instagram.com/p/BO2kL5zjzmk/?taken-by=amanda_leoa A lutadora baiana é a atual estrela do MMA no Brasil e no mundo, tendo derrotado a americana Ronda Roussey em apenas 48 segundos no ringue do UFC na luta para manter o posto de campeã do peso galo feminino e, é claro, o cinturão! No Instagram da Leoa, é possível…

Ela é sua adversária e não sua inimiga

De um lado, uma campeã consagrada, buscando conquistar o cinturão do peso-galo feminino no UFC e voltar ao topo do MMA, contando com o apoio da mídia. Do outro, uma campeã recente, uma promessa na modalidade, buscando defender seu cinturão e continuar ascendendo na competição. A americana Ronda Roussey e a brasileira Amanda Nunes foram competidoras e, consequentemente, adversárias no #UFC207, evento de encerramento do Ultimate Fighting Championship, o UFC, em 2016. A divulgação da luta até contou com a tradicional “encarada”, entre lutadoras. Mas isso não quer dizer que elas devam ser inimigas. Quando o juiz encerrou a luta e declarou vitória brasileira por nocaute técnico no ringue, Amanda comemorou como achou que devia: vestiu uma postura marrenta e rodou o octógono fazendo um gesto em que pedia silêncio, debochando de quem duvidou de seu desempenho contra a grande Ronda. Mas logo depois, numa atitude de fair play, a…

As atletas “rápidas demais” para serem consideradas mulheres

Quando a atleta sul-africana Caster Semenya, então com 18 anos, venceu a prova de atletismo de 800 metros rasos com uma vantagem maior que dois segundos em 2009, teve de enfrentar uma enxurrada de críticas e desconfianças sobre seu gênero. Pierre Weiss, secretário-geral da Associação Internacional de Federações de Atletismo (IAAF, na sigla em inglês), disse que ela não era “100% mulher”. Uma competidora a chamou de homem. Ela foi barrada das competições, interrogada e submetida a exames de sexo. Dois anos mais tarde, a IAAF lançou uma política restringindo os níveis de testosterona permitido em mulheres para até 10 nanomolares por litro, considerado pouco para homens, mas uma condição que muitas mulheres têm, a chamada hiperandrogenismo. Caso esse limite fosse superado, as atletas teriam que passar por alguns tratamentos invasivos e potencialmente arriscados, como tomar drogas supressoras de hormônios e se submeter a cirurgia para retirar glândulas que produzem…

O depoimento do time feminino de Harvard mudou a postura da universidade quanto a assédio

Desde 2012, o time de futebol masculino da renomada Harvard University, nos Estados Unidos, mantinha a tradição de classificar sexualmente as jogadoras da equipe feminina. De acordo com uma nota oficial divulgada no site da instituição, o grupo tinha até um documento de nove páginas com um ranking das mais sexys e até posições sexuais atribuídas a cada uma. Em nossa pesquisa, realizada no início do ano, 57% das entrevistadas afirmaram não praticar atividades físicas em locais abertos ou públicos com medo de assédio, um fato que, em função da nossa experiência com a campanha Chega de Fiu Fiu, infelizmente não nos deixa surpresas. O mesmo vale para o próprio time feminino de 2012 da Harvard, que, representado pelas jogadoras Brooke Dickens, Kelsey Clayman, Alika Keene, Emily Mosbacher, Lauren Varela e Haley Washburn, publicou um pronunciamento oficial sobre a investigação no site da Universidade. “A triste realidade é que nós…

Pesquisa aponta desafios das mulheres que andam de bike

Em meio às estimativas quanto ao uso da bicicleta em São Paulo, um detalhe muito importante estava faltando: o recorte de gênero! Porque vemos tão poucas mulheres utilizando a bike como meio de transporte dentro da cidade? Dessa inquietação, o Grupo de Trabalho de Gênero da Associação dos Ciclistas Urbanos de São Paulo (Ciclocidade), realizou o estudo “Mobilidade por bicicleta e os desafios das mulheres de São Paulo”, para colocar em números como as mulheres utilizam ou veem o uso da bicicleta no município. Os resultados da pesquisa mostram que os medos daquelas que, ainda que tenham contato próximo com a bicicleta, ainda não pedalam, se comprovam em desafios para aquelas que utilizam a bicicleta diariamente. Falando com 334 mulheres, ciclistas ou não ciclistas, nas 32 subprefeituras de São Paulo, a Ciclocidade desvendou então os dois perfis. Entre as entrevistadas, 128 são ciclistas em São Paulo. Com faixa-etária predominante entre 20…

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