#EsporteInspiração: Serena Williams

serena

Para entender Serena Williams, antes de qualquer dado, é preciso entender sobre o que o tênis feminino têm sido durante muito tempo: o reino das jogadoras brancas, européias e delicadas. Apesar de ser um esporte que exige potência muscular e muito treino, o tipo físico das jogadoras era quase unânime até agora. Ao procurar informações sobre jogadoras de tênis, os links para galerias com fotos de “musas do esporte” sempre foi muito mais fácil de encontrar. Mas Serena não cabe em listas, em regras, em estereótipos.

E sim, ela está em todos os lugares: capas de revistas, jornais, sites. Não tem como ser diferente quando estamos falando da número um do tênis feminino atual e uma das maiores atletas da história. Mulher, negra, testemunha de Jeová e de origem humilde, ela está há anos reescrevendo as maiores conquistas de um dos esportes mais elitistas que a humanidade já conheceu. Isso não é pouco.

Serena Williams começou a jogar tênis aos quatro anos, mas se profissionalizou aos 14, quando era treinada pelo seu pai. Aos 18, foi a segunda negra americana a ganhar um Grand Slam, feito que não acontecia desde a lendária Althea Gibson (famosa por ter sido a primeira mulher negra a fazer história no tênis e, até então, a única). Depois disso, foram mais 20 troféus de Grand Slam conquistados, o que faz dela a terceira maior vencedora desse tipo de torneio. Serena Slam, inclusive, é o nome dado ao feito raríssimo de se deter os quatro títulos desse circuito ao mesmo tempo.

Se ainda não demos motivos suficientes para você admirar essa tenista, some aos títulos acima outros 48 de simples, 22 de duplas e quatro medalhas de ouro olímpicas. E ela está no auge de sua carreira e sem dar indícios de que vai abandoná-la.

Mas a lista de conquistas de Serena é diretamente proporcional ao número de críticas e dificuldades que ela enfrenta. Não é incomum que jornalistas e articulistas esportivos questionarem suas habilidades e capacidades por sua cor, seu físico, seu gênero ou sua simpatia. Em uma coletiva do Aberto dos Estados Unidos (US Open), em setembro do ano passado, ela decidiu não sorrir. Perguntada sobre isso, deixou claro que não tinha motivos para estar lá respondendo as mesmas dúvidas de sempre, e que preferia estar dormindo para treinar no dia seguinte.

Não é incomum, por outro lado, encontrar matérias que ressaltam sua dedicação e sucesso dentro das quadras, no saibro, na grama ou em pisos duros. Uma posição quase comum a todos que gostam de verdade do esporte é a de que nós, contemporâneos da tenista, temos o privilégio de ver Serena jogar. Se puder, aproveite para assistir, entender mais e, quem sabe, se inspirar.

Deixe um comentário

Navegar