Quatro vídeos sobre futebol feminino que vão inspirar você

Hoje é Dia do Futebol – e as redes estão repletas de exemplos incríveis de mulheres que usam esse esporte para se conhecerem melhor e se empoderarem. Como já falamos diversas vezes aqui na Olga Esporte Clube, usar o corpo para a prática esportiva é também uma forma de lutar contra a objetificação da mulher. Os vídeos abaixo são exemplos fantásticos de garotas que não apenas são apaixonadas pelo jogo, como também entram em campo para ganhar. Assista! De acordo com a ESPNW, a UEFA (União das Federações Europeias de Futebol) “está em uma missão de tornar o futebol o esporte número 1 para mulheres na Europa até 2020”. A campanha para isso está pesada – e superinspiradora. Difícil não ficar eletrizado com o vídeo oficial da campanha #WePlayStrong. Dá vontade de dançar e entrar em campo – ou os dois ao mesmo tempo. Às vezes, não é preciso palavras para se encantar…

Maternidade não é fragilidade

Quando Serena Williams publicou em seu Snapchat, em abril, uma foto de sua barriga com a legenda “20 semanas”, a internet veio abaixo. Primeiro, porque a tenista engravidou no momento mais brilhante de sua longa carreira. Além disso, logo chegou-se à conclusão de que ela já estava grávida no momento em que venceu o Grand Slam, na Austrália, contra sua irmã, Venus. Nesse dia, Serena conquistou seu vigésimo terceiro título, reforçando mais uma vez a liderança mundial do esporte. A gravidez de Serena levantou um bocado de reflexões sobre a relação da mulher bem sucedida nos esportes e a maternidade. Muitos saíram em defesa do direito da tenista a engravidar, antecipando e criticando a pressão que ela sofrerá caso volte às quadras sem a mesma condição física que tem hoje. Para atletas, a gravidez é sinônimo de abandonar o jogo, talvez para nunca mais voltar ao mesmo patamar. Serena já deixou…

Hijab e esporte: sobre as demandas da presença feminina nas competições

Shiva Amini era uma das jogadoras mais promissoras do time de futsal feminino do Irã. Dedicou os últimos treze anos da sua vida ao esporte e ao sonho de competir internacionalmente. Em 2009, depois de anos representando o time nacional iraniano, tornou-se treinadora de times locais. Isso até a última semana, quando Shiva publicou uma foto em suas redes sociais: estava jogando futebol com alguns amigos, alguns deles homens, e sem usar o hijab, o véu tradicional da vestimenta islâmica feminina. Por ser uma partida informal, que não tinha relação com seu time, Shiva não estava de uniforme; vestia shorts. Mas isso foi o suficiente para que a esportista fosse banida para sempre de qualquer participação no futsal iraniano pela Federação de Futsal Iraniana. Ao movimento feminista Stealthy Freedom, Shiva falou sobre a reação dos oficiais da Federação: “Eles me disseram: ‘Quando você é um membro de um time oficial, você não…

Quando correr é um ato de rebeldia

Kathrine Switzer: quebrando recordes e tabus (Mary Schwalm / Associated Press) Quando falamos que mulheres, ao fazer esportes, estão exercendo um ato político, não é um exagero. Conquistas e competições não são apenas um lembrete de que podemos usar nossos corpos da forma que quisermos, quando e onde quisermos; são também, muitas vezes, um símbolo de uma luta ainda maior. É o caso da corredora Kathrine Switzer que, aos 70 anos, completou na última segunda-feira a Boston Run, uma das maratonas mais tradicionais dos Estados Unidos. Mas a história de Kathrine com a corrida é longa – e inspiradora. Kathrine quase foi arrancada da pista pelo simples ato rebelde de competir. Paul Connell / The Boston Globe via Getty Images A ousadia de Kathrine foi ser a primeira mulher a correr na Boston Run em 1967. Até então, os competidores eram exclusivamente homens – afinal, “mulheres eram consideradas frágeis demais…

11 iniciativas que encorajam mulheres a praticar esportes

Mobilidade, condições sociais, obrigações do dia a dia, machismo. Estes são alguns dos muitos fatores que acabam afastando as mulheres da prática do esporte. A Olga Esporte Clube existe para mostrar que é possível quebrar este ciclo, seja com o pequeno esforço de começar uma mudança e encaixar uma modalidade na sua rotina, seja por meio do trabalho coletivo. Sabemos que, muitas vezes, um empurrãozinho é a única coisa que falta para que esta mudança aconteça em sua vida. Por isso, trazemos uma lista de projetos e coletivos que existem para dar este incentivo tão importante. Essas iniciativas compreendem todas as barreiras que as mulheres precisam enfrentar para praticar esportes e, assim como a OEC, trabalham para derrubá-las. Para facilitar esta relação que nem deveria ser tão difícil. Estes projetos vão ajudar você, suas amigas ou até mesmo as crianças do seu bairro a reencontrar o prazer de jogar. E…

Pelo direito de torcer (e ter torcida)

Decepcionante, mas não surpreendente. Os cartazes da  torcida do time francês Olympique de Lyon, exibidos durante uma partida do time masculino contra o LOSC Lille, viraram notícia no início do ano por apontar o estádio como um lugar para os homens e, para fora dali, na cozinha, o lugar das mulheres. Como o público de um time que hoje se sustenta, em suma, do sucesso da equipe feminina, chegou a esta conclusão? Como comprovamos em nossa pesquisa, o machismo ainda dificulta a relação das mulheres com os esportes e um mundo dominado pelos homens como o do futebol não seria uma exceção à regra. Enquanto eles não precisam se preocupar em ter seu contato com a modalidade ou sua presença nos estádios – seja na arquibancada ou no campo – questionadas, as mulheres ainda precisam provar o amor pela prática e lutar por respeito que não lhes é dado nestes…

Fazer esporte é um ato de rebeldia à objetificação da mulher

Segundo uma pesquisa da Women’s Sports Foundation, garotas de 14 anos abandonam a prática de esportes duas vezes mais do que os homens. Entre os motivos apontados, estão a falta de acesso, segurança e transporte, além do baixo número de exemplos positivos no esporte que as motivem a continuar. Contudo, um dos motivos mais preocupantes para o abandono da prática esportiva é o “estigma” de esportista. Mas afinal, o que isso significa? Afinal, qual é o “estigma” da mulher esportista? Não é segredo que a prática regular de esportes contribui para uma vida mais saudável. Na adolescência, os jogos coletivos e de campeonato também são uma forma de suporte à construção da autoestima. Mesmo assim, 70% das garotas brasileiras acreditam que o esporte não é lugar para elas. Com o pouco incentivo e visibilidade dados às competições femininas, não é à toa que muitas chegam à vida adulta com a…

As atléticas universitárias na reaproximação das mulheres com o esporte

Ao traçar a relação das mulheres com o esporte, em uma pesquisa realizada no ano passado, descobrimos que, para a maioria das mulheres, sua prática se torna uma obrigação na vida adulta. Ele passa a ser visto como necessário apenas para manter a saúde em dia e o corpo magro, mas nunca para competição, socialização – e menos ainda para diversão. Um cenário oposto ao do primeiro contato na infância, quando o esporte é visto como uma maneira de se divertir (69%), aprender (46%) e fazer amizades (35%). Se as aulas de educação física, obrigatórias na infância, são facilitadoras na relação positiva com os esportes, na vida adulta, distante do ambiente escolar e com poucos incentivos sociais para continuar a prática, as mulheres têm menos oportunidades de jogar em grupo ou individualmente. Entretanto, para aquelas que ingressam na universidade, pode haver uma segunda chance de se relacionar com o esporte,…

7 atletas contemporâneas que são pioneiras

Uma breve pesquisa sobre pioneirismo nos esportes pode mostrar histórias inspiradoras de grandes atletas que, há muitos anos, criaram movimentos, modalidades e foram os primeiros a alcançar conquistas, abrindo caminho para muitos outros depois deles.   Infelizmente, a maioria dessas histórias têm homens como protagonistas. Seja pelos privilégios de gênero que eles carregam historicamente e que fazem toda a diferença no mundo dos esportes, ou pelo fato de que estes mesmos privilégios acabam dificultando a visibilidade e a participação feminina neste universo. Mas ainda há muito espaço para história e deixar um legado para as próximas gerações. Estamos vivendo em uma nova era, em que mais mulheres estão encontrando força e apoio para quebrar barreiras que ainda estão no caminho, tornando-se assim as novas pioneiras e inspirando mulheres a se jogar no mundo dos esportes. E aqui estão algumas para você se inspirar:   1. Misty Copeland Instagram: @mistyonpointe. Uma…

Além de estereótipos: a missão de levar a yoga para todos os corpos

A yoga mudou a vida de Vanessa Joda. Curou problemas físicos e psicológicos causados pelo estresse de um emprego que ela não amava, além de ajudá-la a recuperar uma autoestima há muito perdida em tentativas de se encaixar nos padrões de beleza socialmente impostos durante sua adolescência e início da vida adulta. Quando seu melhor amigo sugeriu a yoga para ajudá-la a escapar do estresse com o trabalho, Vanessa sempre resistia, argumentando que só pessoas magras praticam yoga. Até que, quando resolveu dar uma chance à atividade, perdeu completamente sua convicção ao descobrir que a yoga, na verdade, é para todos. Logo surgiu a vontade de compartilhar esse aprendizado. “Iniciei uma especialização para ser professora de yoga. Olha que engraçado, né? Para quem achava que não podia nem praticar yoga”, ri Vanessa, hoje dona de sua própria escola, Yoga Para Todos, além de dar aulas particulares e ser a representante…

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