Quando correr é um ato de rebeldia

Kathrine Switzer: quebrando recordes e tabus (Mary Schwalm / Associated Press) Quando falamos que mulheres, ao fazer esportes, estão exercendo um ato político, não é um exagero. Conquistas e competições não são apenas um lembrete de que podemos usar nossos corpos da forma que quisermos, quando e onde quisermos; são também, muitas vezes, um símbolo de uma luta ainda maior. É o caso da corredora Kathrine Switzer que, aos 70 anos, completou na última segunda-feira a Boston Run, uma das maratonas mais tradicionais dos Estados Unidos. Mas a história de Kathrine com a corrida é longa – e inspiradora. Kathrine quase foi arrancada da pista pelo simples ato rebelde de competir. Paul Connell / The Boston Globe via Getty Images A ousadia de Kathrine foi ser a primeira mulher a correr na Boston Run em 1967. Até então, os competidores eram exclusivamente homens – afinal, “mulheres eram consideradas frágeis demais…

11 iniciativas que encorajam mulheres a praticar esportes

Mobilidade, condições sociais, obrigações do dia a dia, machismo. Estes são alguns dos muitos fatores que acabam afastando as mulheres da prática do esporte. A Olga Esporte Clube existe para mostrar que é possível quebrar este ciclo, seja com o pequeno esforço de começar uma mudança e encaixar uma modalidade na sua rotina, seja por meio do trabalho coletivo. Sabemos que, muitas vezes, um empurrãozinho é a única coisa que falta para que esta mudança aconteça em sua vida. Por isso, trazemos uma lista de projetos e coletivos que existem para dar este incentivo tão importante. Essas iniciativas compreendem todas as barreiras que as mulheres precisam enfrentar para praticar esportes e, assim como a OEC, trabalham para derrubá-las. Para facilitar esta relação que nem deveria ser tão difícil. Estes projetos vão ajudar você, suas amigas ou até mesmo as crianças do seu bairro a reencontrar o prazer de jogar. E…

Pelo direito de torcer (e ter torcida)

Decepcionante, mas não surpreendente. Os cartazes da  torcida do time francês Olympique de Lyon, exibidos durante uma partida do time masculino contra o LOSC Lille, viraram notícia no início do ano por apontar o estádio como um lugar para os homens e, para fora dali, na cozinha, o lugar das mulheres. Como o público de um time que hoje se sustenta, em suma, do sucesso da equipe feminina, chegou a esta conclusão? Como comprovamos em nossa pesquisa, o machismo ainda dificulta a relação das mulheres com os esportes e um mundo dominado pelos homens como o do futebol não seria uma exceção à regra. Enquanto eles não precisam se preocupar em ter seu contato com a modalidade ou sua presença nos estádios – seja na arquibancada ou no campo – questionadas, as mulheres ainda precisam provar o amor pela prática e lutar por respeito que não lhes é dado nestes…

Fazer esporte é um ato de rebeldia à objetificação da mulher

Segundo uma pesquisa da Women’s Sports Foundation, garotas de 14 anos abandonam a prática de esportes duas vezes mais do que os homens. Entre os motivos apontados, estão a falta de acesso, segurança e transporte, além do baixo número de exemplos positivos no esporte que as motivem a continuar. Contudo, um dos motivos mais preocupantes para o abandono da prática esportiva é o “estigma” de esportista. Mas afinal, o que isso significa? Afinal, qual é o “estigma” da mulher esportista? Não é segredo que a prática regular de esportes contribui para uma vida mais saudável. Na adolescência, os jogos coletivos e de campeonato também são uma forma de suporte à construção da autoestima. Mesmo assim, 70% das garotas brasileiras acreditam que o esporte não é lugar para elas. Com o pouco incentivo e visibilidade dados às competições femininas, não é à toa que muitas chegam à vida adulta com a…

As atléticas universitárias na reaproximação das mulheres com o esporte

Ao traçar a relação das mulheres com o esporte, em uma pesquisa realizada no ano passado, descobrimos que, para a maioria das mulheres, sua prática se torna uma obrigação na vida adulta. Ele passa a ser visto como necessário apenas para manter a saúde em dia e o corpo magro, mas nunca para competição, socialização – e menos ainda para diversão. Um cenário oposto ao do primeiro contato na infância, quando o esporte é visto como uma maneira de se divertir (69%), aprender (46%) e fazer amizades (35%). Se as aulas de educação física, obrigatórias na infância, são facilitadoras na relação positiva com os esportes, na vida adulta, distante do ambiente escolar e com poucos incentivos sociais para continuar a prática, as mulheres têm menos oportunidades de jogar em grupo ou individualmente. Entretanto, para aquelas que ingressam na universidade, pode haver uma segunda chance de se relacionar com o esporte,…

7 atletas contemporâneas que são pioneiras

Uma breve pesquisa sobre pioneirismo nos esportes pode mostrar histórias inspiradoras de grandes atletas que, há muitos anos, criaram movimentos, modalidades e foram os primeiros a alcançar conquistas, abrindo caminho para muitos outros depois deles.   Infelizmente, a maioria dessas histórias têm homens como protagonistas. Seja pelos privilégios de gênero que eles carregam historicamente e que fazem toda a diferença no mundo dos esportes, ou pelo fato de que estes mesmos privilégios acabam dificultando a visibilidade e a participação feminina neste universo. Mas ainda há muito espaço para história e deixar um legado para as próximas gerações. Estamos vivendo em uma nova era, em que mais mulheres estão encontrando força e apoio para quebrar barreiras que ainda estão no caminho, tornando-se assim as novas pioneiras e inspirando mulheres a se jogar no mundo dos esportes. E aqui estão algumas para você se inspirar:   1. Misty Copeland Instagram: @mistyonpointe. Uma…

Além de estereótipos: a missão de levar a yoga para todos os corpos

A yoga mudou a vida de Vanessa Joda. Curou problemas físicos e psicológicos causados pelo estresse de um emprego que ela não amava, além de ajudá-la a recuperar uma autoestima há muito perdida em tentativas de se encaixar nos padrões de beleza socialmente impostos durante sua adolescência e início da vida adulta. Quando seu melhor amigo sugeriu a yoga para ajudá-la a escapar do estresse com o trabalho, Vanessa sempre resistia, argumentando que só pessoas magras praticam yoga. Até que, quando resolveu dar uma chance à atividade, perdeu completamente sua convicção ao descobrir que a yoga, na verdade, é para todos. Logo surgiu a vontade de compartilhar esse aprendizado. “Iniciei uma especialização para ser professora de yoga. Olha que engraçado, né? Para quem achava que não podia nem praticar yoga”, ri Vanessa, hoje dona de sua própria escola, Yoga Para Todos, além de dar aulas particulares e ser a representante…

6 fatos que fazem do rugby o esporte perfeito para as mulheres

Jogadoras da Seleção Feminina de Rugby ensinando novatas na modalidade – muitas delas jogando pela primeira vez – no aulão promovido pela OEC.  “Imagine um ambiente com mais de 20 mulheres. É fácil visualizar este grupo como sendo diverso? Bem, se este for um time de rugby, ficaria mais fácil afirmar que sim”, foi propondo esta reflexão que a rugby services manager, Marjorie Enya, iniciou, ao lado da jogadora Isadora Cerullo, uma conversa com a Olga Esporte Clube sobre os valores dessa modalidade que, apesar de ter chegado ao Brasil na mesma época que o futebol, só começou a se firmar por aqui depois dos anos 2000. Ambas conheceram o rugby na faculdade: Marjorie no curso de Filosofia, Letras e Ciências Humanas da Universidade de São Paulo (USP) e Isadora, na Universidade Columbia, em Nova Iorque. Posteriormente, Marjorie se vinculou ao Spac, tradicional clube de São Paulo e, com o…

8 momentos em que você arrasou no treino

Em nossa pesquisa, realizada no início de 2016 a fim de desvendar a relação da mulher com a prática de atividades físicas, perguntamos de 1,5 mil mulheres: “Qual é a primeira palavra que vem à sua cabeça quando pensa em esporte?”. As respostas mais comuns entre a maioria foram os benefícios funcionais como saúde, bem-estar, equilíbrio, emagrecimento e um corpo bonito. À primeira vista não há nada de errado com as respostas, principalmente considerando que a prática de esportes podem mesmo trazer todos esses resultados. A questão é que sentimentos como competitividade – o que pode ser uma coisa boa – ou simplesmente o prazer ainda não fazem parte da realidade da maioria das mulheres. Depois da infância e antes da velhice, a relação com atividades físicas, em geral, são permeadas por um sentimento de culpa, obrigação e mecanicidade. Mas a Olga Esporte Clube está aqui justamente para mostrar que…

17 atletas que você devia seguir no Instagram em 2017

Já fez sua listinha de resoluções para esse ano? Muito provavelmente a prática de atividades físicas é um dos objetivos, que tal acompanhar e torcer para outras mulheres que quebram barreiras de gênero todos os dias para se inspirar e manter o foco? O instagram está repleto de atletas legais que dividem o seu dia a dia com os seguidores na rede social. Você vai ver que elas são gente com a gente e quem sabe encontrar motivação ao acompanhar seus treinos e conquistas para continuar se movimentando. Conheça elas: 1. Amanda Nunes, do MMA No Instagram: @amanda_leoa. https://www.instagram.com/p/BO2kL5zjzmk/?taken-by=amanda_leoa A lutadora baiana é a atual estrela do MMA no Brasil e no mundo, tendo derrotado a americana Ronda Roussey em apenas 48 segundos no ringue do UFC na luta para manter o posto de campeã do peso galo feminino e, é claro, o cinturão! No Instagram da Leoa, é possível…

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